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A IMPORTÂNCIA DAS ROTINAS

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2015 das 12h00-13h00

Ajudar os pais a criarem rotinas diárias para si e para os seus filhos.
O que são as rotinas?
Porque é que devemos criar rotinas?
Quais as rotinas mais importantes?
Como implementar rotinas no dia-a-dia?
Estas e outras questões serão abordadas.


Oradora: Maria João Rosado
Consultora Materna, Formadora na área dos Cuidados à Primeira Infância, Empreendedora de Ensino Pré-Escolar

Birras

Birras


Quem é que nunca assistiu a uma birra daquelas que nos deixa com os cabelos em pé? E quando olharam para baixo viram que era a vossa criança. Certo? E em público. Porque as crianças gostam de ter audiência.
As birras mais não são do que a expressão da vontade própria, por volta dos 2/3 anos, começam a perceber que os seus gritos e espernear têm força. Isto de uma maneira geral.
Vamos olhar para o lado da criança: as birras são a forma que ela tem para manifestar as suas emoções, sentimentos, necessidades. Estão a desenvolver a sua personalidade e não sabem expressar-se de outra forma. Os pais são o seu maior obstáculo, naquele momento, por isso as birras acontecem, maioritariamente com os pais.

     O QUE NÃO DEVE FAZER
O QUE FAZER
Ceder à birra da criança
Manter a calma
Ameaçar com castigos que não consegue executar
Falar baixo com a criança

Ignore

Evite a força física

Deixe a criança sozinha (espaço familiar)

Baixe-se e abrace-a

Fale com a criança, no final da birra

Estas e outras dicas ser-lhe-ão transmitidas na Consultoria Materna. Não hesite em contactar.



A importância das rotinas

A importância das rotinas


As rotinas são fundamentais na vida das crianças e dos pais.
A rotina dá segurança para ambas as partes: aos pais e às crianças.
É importante definir horários para dormir, comer, tomar banho, brincar.
As rotinas têm que se adaptar a cada fase de desenvolvimento da criança.
Definir rotinas permite à criança criar um sentimento de confiança e segurança ao conseguir prever o que vai acontecer a seguir.
As rotinas ajudam a diminuir os conflitos entre pais e filhos.
Em tudo isto deve imperar o bom senso. Um excesso de rotinas rígidas e inflexíveis pode anular os benefícios das mesmas.

Como forma de melhor se organizarem sugiro aos pais a criação de uma tabela:
Se a criança já está na escola
MAPA DE ROTINAS
Horas
Segunda-feira
Terça-feira
Quarta-feira
Quinta-feira
Sexta-feira
07h00-07h30
Refeição
07h30-08h00
Mudar fralda e vestir
08h00-08h15
Sair para a escola
08h30-17h30
Escola
17h30
Regresso da escola
18h00
Chegada a casa
18h00-19h00
Interação mãe/pai com a criança
19h00-19h30
Banho
19h30-20h00
Preparação do jantar
20h00-20h30
Refeição familiar
21h00
Hora de ir para cama

Se a criança está em casa
MAPA DE ROTINAS (até aquisição da marcha)
Horas
Segunda-feira
Terça-feira
Quarta-feira
Quinta-feira
Sexta-feira
08h00-08h30
Refeição
08h30
Mudar fralda
09h00-10h30
Dormir (com luz do dia e o barulho da casa)
10h30-11h30
Interação com a criança (criar brincadeiras para a idade)
12h00
Refeição

Mudar fralda (depende do estado da mesma)
13h00-15h00
Dormir (com luz do dia e o barulho da casa)
15h00-16h00
Interação com a criança (criar brincadeiras para a idade)
16h00
Lanche

Mudar fralda
16h00-17h00
Interação com a criança (criar brincadeiras para a idade)
17h00-18h00
Dormir (com luz do dia e o barulho da casa)
18h00-19h00
Interação com a criança (criar brincadeiras para a idade)
19h00-19h30
Banho
20h00-20h30
Refeição familiar
21h00
Hora de ir para cama


Ter em atenção:
·         A hora do banho pode ser antes ou depois do jantar. Tudo depende como é que a criança reage. Se o  banho antes do jantar a deixar mole, o melhor é dar o jantar primeiro e o banho depois.
·         Ao fim-de-semana não precisa ser tão rígido com as rotinas. Deve, no entanto, manter a hora do banho e a hora de ir para a cama, ao final do dia.

Estas e outras dicas ser-lhe-ão transmitidas na Consultoria Materna. Não hesite em contactar.



Bebés Prematuros ou de pré-termo

Bebés Prematuros ou de pré-termo


Hoje gostava de partilhar convosco a minha experiência de mãe (1º filho) de bebé prematuro. 
A gravidez durou 34 semanas e 6 dias e a criança nasceu com 1.690 kg. 
Digo-vos que foi assustador. Apesar de toda a preparação que fazemos para a maternidade, a nossa expectativa é sempre uma criança com um peso à volta dos 3 kg. Ninguém nos prepara para uma criança prematura. Ninguém nos ensina a lidar com eles.
Tive hipertensão arterial, só na gravidez, o que levou a uma pré-eclampsia. Gravíssimo. Pode levar à morte da mãe e do bebé. Mas não foi o que aconteceu e hoje tenho uma filha linda, de 18 anos.
Mas foi um período muito duro.
O primeiro grande choque foi quando me levaram para a sala de pós-parto, com 10 mulheres (mães) com os filhos nos braços, e eu sem a minha filha. Ela ficou na incubadora. Eu não a abracei, não a amamentei, não lhe mudei a 1ª fralda.
Cheia de dores e de angústias ali estava eu a ouvir os outros bebés a chorarem, as mães a amamentarem e eu sem a minha filha nos braços.
Quem já passou por isto sabe do que é que estou a falar.
Quando tive alta a minha filha ainda ficou na maternidade, só saiu 11 dias depois. Eu passava os dias, na maternidade, sentada numa cadeira, a olhar para ela enquanto dormia. Dava-lhe o biberão (30ml) de 3 em 3 horas, mudava-lhe a fralda e ouvia os raspanetes das enfermeiras, porque não estava a fazer “bem” as coisas. Quais coisas? O que é fazer bem? Qual é a referência? Alguém nos explica? Alguém olha para nós, mães, e nos fala, com meiguice, sobre os assuntos?
Não. Começamos logo a ser tratadas como incompetentes.
Vejam os videos que vão ser publicados sobre este tema.

Estas e outras dicas ser-lhe-ão transmitidas na Consultoria Materna. Não hesite em contactar.






Finalmente em casa e agora?

Finalmente em casa e agora?


Quando deixamos a maternidade em direção a casa, o nó na garganta é cada vez maior e as borboletas no estômago não param de aumentar. Vasculhamos para ver se encontramos o tão desejado manual de instruções, mas tudo em vão, não existe. Calma mães, eis aqui algumas dicas de sobrevivência:
Choro O choro é a primeira forma de comunicação da criança com o mundo.
Com ele a criança chama a atenção para as situações que a incomodam: fome, dor, medo, frio, calor, sono, etc.
Decifrar o choro do bebé é um desafio. É importante ficar tranquila. Se a mãe ficar desesperada o bebé sente isso e fica tenso.
Muitas vezes basta pegá-lo ao colo para acalmar.
Quando o bebé começar a chorar convém pensar quais as necessidades da criança que podem estar a deixá-lo desconfortável.  fome, sono, cansaço, roupa desconfortável, fralda suja.
Se nada disto se verificar, talvez o seu bebé esteja com febre.
Se as mães estiverem tranquilas vão conseguir entender cada tipo de choro.
FezesAs primeiras fezes do bebé chamam-se mecónio  e são muito escuras.
Enquanto estiver  a ser amamentado as fezes são líquidas ou moles e de cor cinzento esverdeado. A frequência varia de 5 a 8 vezes por dia.
Urina A primeira urina do recém-nascido pode tingir a fralda de cor-de-rosa, isto porque a urina contém uratos (produtos químicos). É importante verificar se o recém-nascido urina nas 1ªs 24.
Peso Durante os primeiros dias de vida o recém-nascido perde entre 5% a 10% do seu peso, mas rapidamente o recupera à medida que se alimenta.
Coto Umbilical – A queda do coto umbilical dá-se entre o 4º e o 20º dia. (veja os cuidados a ter no bloco Noções Básicas de Saúde)
Banho – Deve ser dado uma vez por dia. (veja os cuidados a ter no bloco Banho do Bebé)
Sono – Esta é uma área bastante sensível. Devem ser estabelecidas regras de rotina de sono logo no início. Por exemplo: durante o dia deixar o bebé adormecer num ambiente claro e com o barulho normal da casa; durante a noite o bebé deve dormir num ambiente silencioso, com pouca luz. (mais dicas no bloco Sono do Bebé)
Aleitamento materno – deve ser mantido e em exclusivo até aos 6 meses, isto se a mãe estiver a produzir leite em quantidade suficiente para a criança ficar satisfeita e aumentar de peso. Caso contrário deve ser feito o aleitamento de substituição com fórmulas alternativas.

Estas e outras dicas ser-lhe-ão transmitidas na Consultoria Materna. Não hesite em contactar.



Comunicar com as crianças

Comunicar com as crianças

Porque é que achamos que os nosso filhos só nos entendem se falarmos com eles em “CRIANCÊS”? “Quer bá?” (água), “Olha a tuta” (chucha).
Desde o nascimento que os pais anseiam pela primeira palavra da sua criança. Muitas vezes, sem saberem, os pais podem atrapalhar o desenvolvimento natural  da fala.
- Se a criança diz “áua” (água) o adulto não deve repetir a palavra errada, nem corrigir a criança, mas sim dizer, de forma natural, água.
- Desde a chegada do bebé utilizem o vocabulário adequado e evitem os diminuitivos constantes.
- Quando a criança tem dificuldade em completar a frase, por favor, não a corriga nem apresse, dê-lhe tempo. Por volta dos três anos começa a fase da gaguez, ou seja o aumento de vocabulário e a organização mental das ideias. Na pressa de se exprimir  começa a falar sem ter a frase elaborada, por isso repete, muitas vezes a primeira palavra da frase. Tudo isto é normal. Dê-lhe tempo.
- Não permita que a sua criança utilize a linguagem gestual para indicar o que quer, dando-lhe o objeto apontado.
- Não goze com a criança quando ela diz a palavra errada.
- Fala ao nível da criança, olhos nos olhos, com voz calma e tranquila.

Estas e outras dicas ser-lhe-ão transmitidas na Consultoria Materna. Não hesite em contactar.