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IMPÔR REGRAS AO SEU FILHO. APRENDA A DIZER-LHE NÃO

IMPÔR REGRAS AO SEU FILHO. APRENDA A DIZER-LHE NÃO

Quem é acha que as crianças devem crescer sem regras?
Porque é que as regras são importantes para o crescimento das crianças?
Criar rotinas na vida do seu filho é estar a criar-lhe regras. Ao contrário do que muitos pais pensam as crianças precisam de regras, de limites para se sentirem seguras e crescerem saudáveis.
Quando dizemos aos nossos filhos que a hora de ir para a cama, de 2ª a 6ª feira, é às 21h00, estamos a criar uma rotina de sono, e uma regra: não vai para a cama quando lhe apetece.
Dizer NÃO é um ato de AMOR. De amor incondicional, porque nós pais, queremos o melhor para os nossos filhos. Queremos que cresçam saudáveis (fisíca e psicologicamente) queremos que sejam crianças emocionalmente saudáveis.
Quando pensamos em colocar limites vem ao de cima a nossa insegurança de pais: “E se ele deixa de gostar de mim? Trabalho tantas horas, tenho pouco tempo com o meu filho, sinto-me culpado” O que é isto?
Temos que impôr regras, impôr limites, dar ordens. Temos que ensinar os nossos filhos a crescerem com limites e com regras. Temos que lhes ensinar que na sociedade em que estamos inseridos as regras e limites são uma constante.
Agora  não utilizem o NÃO como a vossa palavra principal. Tudo é Não: “Não mexas aí, não te sentes no chão, não te sujes, não dispa o casaco, não corras...”
Há dias estava na sala de espera, para uma consulta de pediatria, com o meu filho mais novo, 15 anos, e estavam na sala, a brincar, várias crianças, entre os 2 e os 8 anos, e a palavra que se ouvia mais, na boca dos pais era: NÃO: ...te sentes no chão, ...não brinques aí, ... dispas o casaco. A sério?  É só isto que sabem dizer às crianças?
Utilizem o Não com moderação e sem exageros. Mas quando o utilizarem não voltem atrás.
Os meus filhos tentam, de vez em quando, que se peça uma pizza para o jantar. Mas nem sempre sim, nem sempre não. “Temos um jantar ótimo. Vocês vão adorar”. Claro que os argumentos deles tentam sempre demover-me, mas jantamos o que estava planeado. Sem birras ou dramas. Outro dia eles voltam a pedir e a resposta é sim: “porque hoje não fiz jantar já a pensar que vocês iam querer uma pizza”. É uma alegria imensa.
Os meus filhos sabem que durante a semana não vêem televisão. Desde pequenos que foram habituados a isso portanto é uma regra que já faz parte da rotina deles.
Se desde pequenos nós conseguirmos criar rotinas na vida dos nossos filhos vão ver que as regras vêm por acréscimo. Nem vale a pena pensar nisso. As crianças incorporam-nas de forma bastante natural.
Eduquem pela positiva impondo limites e regras.

Estas e outras dicas ser-lhe-ão transmitidas na Consultoria Materna. Não hesite em contactar.




Porquê os sentimentos de culpa dos pais?

Porquê  os sentimentos de culpa dos pais?


Os pais vivem carregados de sentimentos de culpa:
·         Porque não podem dar aos filhos tudo aquilo que eles pedem,
·         Porque têm que trabalhar e passam pouco tempo com eles,
·         Porque têm que dizer Não mas só lhes apetece dizer sim,
·         Porque, se calhar não estão a ser “bons pais”.
·        
O que é isto?
Vivemos espartilhados com tanta insegurança, tanta culpa, tanta indefinição.
E isto leva os pais a cometerem erros gravíssimos na educação dos filhos. Em determinada altura houve uma mãe que ao ir buscar a criança à escola, pegava nela ao colo, abraçava-a muito e dizia-lhe: “bate na mãe, porque a mãe é má, deixei-te aqui tantas horas. Pobrezinha da minha filha.”
E claro a criança, bem mandada, levantou a mão e deu uma chapada na cara da mãe.
Fiquei de olhos arregalados e nem queria acreditar no que estava a ouvir. Tentei chamar a mãe à razão e dizer-lhe que aquilo era errado, mas a sua insegurança era tanta que não me deu ouvidos.
Claro que nos dias que se seguiram a criança recebia a mãe com uma palmada.
O que é que estamos a fazer aos nossos filhos?
Em resumo: Bons Pais somos todos desde que consigamos transmitir-lhes segurança, autoridade, carinho, amor, disciplina, regras.
Parem de se culpar por aquilo que é tão natural. Educar o vosso filho. Sejam vocês mesmos, tenham bom-senso, amor-próprio e confiança. Tudo o resto vem naturalmente.
Estas e outras dicas ser-lhe-ão transmitidas na Consultoria Materna ao domicílio.

Contacte: consultoriamaterna4u@gmail.com


As crianças escolhem. Será?

Em 2000 a minha filha começou a frequentar o Jardim Infantil Pestalozzi. A rotina diária era deixá-la na escola e ir tomar o café à pastelaria do Sr. Humberto, em frente ao Pestalozzi.

Éramos, quase sempre, os mesmos.

Uma mãe, com um filho de 3 anos, que vinha sempre à pressa, para ainda dar o pequeno-almoço: “vá lá Gonçalo diz ao Sr. Humberto o que é que queres comer”. E o Gonçalo, extasiado, olhava para a vitrina dos bolos e com o seu pequeno dedo indicador apontava: “quero este, não não, quero este”. Por fim decidia-se por um palmier coberto e um leite com chocolate.

“Mas come rápido” - dizia a mãe. Claro que o Gonçalo mordiscava o palmier e pelo conto do olho olhava para a vitrine dos bolos. Descia da cadeira e apontava para um croissant com chocolate. E a mãe refilava.

Todos os dias era a mesma história.

Em resumo: Será que os pais não percebem que as crianças não conseguem lidar com  escolhas? Porque é que se pede a uma criança, perante uma vitrina de bolos apetitosos, que escolha um deles?

É no mínimo violento. Até nós adultos temos dificuldade em decidir, quanto mais uma criança.


Já para não falar no pequeno-almoço que deve ser tomado em casa. Mas isto fica para outro post.